RIO+20 E CÚPULA DOS POVOS: VINTE ANOS DEPOIS, MUDOU ALGUMA COISA?
Este foi o tema do debate no programa Censura Livre, no
dia 02-06, apresentado pela jornalista Cecilia Setubal.
Participaram, no estúdio:
- Professor Josemar Carvalho, presidente do PSOL de São Gonçalo
- Wendell Setubal, vice-presidente do PSOL de São Gonçalo
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Wendell, Josemar, Oswaldo e Cecilia |
A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
No próximo dia 13 de junho começa, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, organizada pela ONU, mais conhecida como Rio+20. Ela ocorre 20 anos depois da Eco-92, e vai reunir representantes de governo de 193 países. O tema principal será o da promoção de uma economia verde, tentando definir um objetivo comum de desenvolvimento dpelos diversos países para as próximas décadas. A reunião dos chefes de Estado será no Riocentro, entre os dias 20 e 22.
O combate a possíveis atos de terrorismo e de crimes cibernéticos será feito por duas unidades espeicias criadas para o evento e haverá um esquema de segurança com 15 mil homens das Forças Armadas e das polícias.
Segundo levantamento divulgado pela ONG Contas Abertas, a Rio+20 deve custar mais de 100 milhões de reais aos cofres públicos.
E enquanto o encontro das Nações Unidas debate a chamada economia verde, a Cúpula dos Povos, evento paralelo promovido pela sociedade civil global, vai promover um fórum político para o debate das crises atuais da civilização, na perspectiva energética, ambiental, financeira e alimentar. A Cúpula dos Povos acontecerá entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo e qualquer pessoa pode se inscrever para participar das atividades.
Vários especialistas acreditam que as discussões da Rio+20 desencadearão um retrocesso e uma cortina de fumaça em relação à discussão principal, que seria a redução dos padrões de consumo global. A preocupação é que, em função da crise nos países europeus, a ênfase na discussão dos pilares econômico e social ofusquem o pilar amiental na mesa de debates da Rio+20.
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NOTÍCIA DA SEMANA:
CPI do Cachoeira tem silêncio de Demóstenes e bate-boca de parlamentares
Terminou antes da hora a sessão da CPI do Cachoeira na qual o senador Demóstenes Torres permaneceu calado, enquanto parlamentares se engalfinhavam em discussão.
Depois da discussão, a sessão foi encerrada. Mas a polêmica, não.
O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) declarou: "Só faz desviar o foco dessa CPI. Esse espetáculo transformou o réu, que já tinha inclusive confessado os seus delitos ao Conselho de Ética do Senado, em vítima."
A aposta agora é nas explicações dos governadores Marconi Perillo, de Goiás, no dia 12 de junho, e Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, no dia 13.
A Holding J&F, grupo que controla o JBS, desistiu nesta sexta-feira (01) de comprar a Delta Construções, envolvida nos esquemas da quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
POR DENTRO DA MÚSICA:
Valorizando a percussão
Antigamente, havia na sala das casas de classe média um piano, que era tocado pela dona da casa ou por sua filha. O menino aprendia violão e, quando chegou o rock, passou para a guitarra. A percussão e os instrumentos que marcam o ritmo sempre ficaram em segundo plano. Há até piadas sobre o desespero dos vizinhos quando o menino do andar de cima, ou de baixo, tanto faz, resolve aprender a tocar bateria.
Como a origem da percussão é africana, o preconceito ganhava também uma conotação racista, ou seja, tocar instrumentos de percussão não era coisa de gente bem. Mas sempre foi de gente boa. Hoje, pode-se dizer que o brasileiro valoriza a percussão, haja vista a bateria das escolas de samba; daí o espanto do baterista dos Rolling Stones, Charlie Watts, no primeiro concerto que deram no Maracanã, nos anos 90. Cada músico da banda ia sendo apresentado por Mick Jagger e ele, Charlie, o baterista, foi o mais aplaudido.
Por isso, nosso quadro hoje fala de um percussionista brasileiro que toca tan-tan, pandeirão, triângulo, reco-reco, moringa, baixela, surdo, ganzá e pandeiro. Quem toca tudo isso é Marcos Suzano.
Há 20 anos, foi lançado um disco de Lenine, que ele considera o seu melhor trabalho, Olho de Peixe, com Lenine ao violão e Marcos Suzano tocando aquilo tudo que eu já falei. É desse disco a faixa Leão do Norte, de Lenine e Paulo Cesar Pinheiro.
Lenine e Marcos Suzano - Leão do Norte
Vinte anos depois
deste disco extraordinário que fez com Lenine, Marcos Suzano participa de um
disco da cantora Isabela Taviani. O CD está sendo considerado um dos melhores
do ano e uma de suas músicas, que dá título ao disco, é Raio X, feita por Myllena, que abre os shows de Isabela.
Acompanhando a música, na percussão eletrônica, Marcos Suzano. Pois não é que
ele faz percussão eletrônica, além de tocar pandeiro, tan-tan, reco-reco etc etc...?
Isabella Taviani - Raio X
Por Carlos Henrique Martins
Nós,
os seres humanos, fazemos parte do bioma planetário, ou seja, somos seres que se
adaptam às condições geoclimáticas dos territórios que ocupamos com o objetivo
de extrair dali nosso sustento a partir dos recursos naturais que encontramos,
e deles nos aproveitamos, até que esses recursos se tornem escassos após um
período de consumo excessivo. A partir daí, os grupos humanos saíam em busca de
novos locais para se estabelecer e repetir o processo.
Porém, ao deixarmos a vida nômade nos
fixando em espaços que nos pareciam seguros e prósperos, desenvolveu-se o que
chamaremos de “Revolução Agrícola”. Ou seja, os grupos humanos se estabeleciam
e começavam a produzir o próprio alimento, dominando e domesticando plantas e
animais. Dessa forma, nossos ancestrais começaram a produzir excedente de
alimentos, o que possibilitou o aumento demográfico e o desenvolvimento da
cultura, da sociedade e da divisão do trabalho, bem como foram dados os
primeiros passos para o desenvolvimento de técnicas que vão nos levar ao
próximo passo, a chamada “Revolução Urbana”. A partir daqui surge o
Estado, a hierarquia social e política, ou seja, pobres e ricos, poderosos e
submissos.
Mas viver tão juntos não trouxe apenas
vantagens. Viver juntos trouxe uma série de problemas relacionados ao descarte
dos resíduos, do esgoto produzido, da conservação dos alimentos e até da
convivência muito próxima dos animais, já que em muitos casos todos viviam sob
o mesmo teto.